24 de novembro de 2019
XXXIV Domingo do Tempo Comum
Cristo Rei do Universo
Ano C
Jesus carrega a cruz sobre os seus ombros para carregar cada perdido, como aquele ladrão crucificado com ele, e reconduzí-lo ao Pai.
David é aclamado rei por todas as tribos de Israel. De facto, ele já tinha sido misteriosamente ungido por Samuel (cf. 1 Sam 16), quando Deus tinha “visto” um rei segundo o seu coração entre os filhos de Jessé, escolhendo o menor entre eles, o que tinha sido abandonado: tinham-no deixado a pastorear o rebanho sem o chamar para o sacrifício, até que Samuel lhe pediu que viesse também. David é escolhido enquanto pastoreia o rebanho. Deverá ser um rei-pastor, para apascentar Israel em nome do Senhor, de tal modo que derrubará Golias não com as armas do rei-guerreiro, das quais se libera, mas com a funda e as pedras, as armas do rei-pastor (cf. 1 Sm 17). O filho de David, Jesus, é o verdadeiro bom pastor, que apascenta o rebanho com o dom da própria vida e leva sobre os seus ombros também a ovelha perdida, como o ladrão crucificado com ele. Jesus carrega a cruz sobre os ombros para carregar cada filho de Deus perdido e reconduzí-lo de volta à casa do Pai. “Hoje estarás comigo no paraíso”. É o último “HOJE” do Evangelho de Lucas. O primeiro ressoou no nascimento: “Hoje nasceu para vós um Salvador”. Jesus nasceu para nós para que possamos estar sempre com ele. Este é o paraíso, este é o reino! Como escreve São Ambrósio de Milão: A vida é estar com Cristo, porque onde está Cristo, ali está o Reino.
Comentário da Comunità di Dumenza
Tradução do f. Paulo Domiciano, Curia Generalizia