6 de Janeiro de 2020
Epifania do Senhor
Para encontrar Jesus é preciso fazer como os Magos: levantar os olhos para o céu para seguir a estrela, sem se esquecer da carne da nossa história.
Um famoso poema de Edmond Rostand, L’Etoile (A Estrela), recita:
Perderam a estrela um dia. / Como se perde a estrela? / Por tê-la fixado por muito tempo. / Os dois reis brancos, que eram dois sábios da Caldéia, / desenharam círculos no chão, com uma vara.
Eles se puseram a calcular, coçando o queixo. / Mas a estrela tinha desaparecido como desaparece uma idéia, / e aqueles homens, cujas almas / tinham sede de serem guiadas, / choraram levantando tendas de algodão.
Mas o pobre rei negro, desprezado pelos outros, disse a si mesmo: / “Pensemos na sede que não é nossa. / Devemos dar de beber, do mesmo modo, aos animais “.
E enquanto segurava seu balde pela alça, / no espelho do céu / onde os camelos bebiam / ele viu a estrela dourada dançando em silêncio.
Às vezes se perde a estrela não porque se está distraído do céu, mas porque se está distraído da terra. Perde-se a estrela porque se está a olhar para ela há demasiado tempo. Perde-se porque se cuidou somente da própria sede, esquecendo-se de pensar na sede do outro. Se a estrela tem a consistência apenas do que está na própira cabeça, ela desaparece como uma idéia. Se, por outro lado, faz a cabeça atenta às necessidades dos seus camelos, você a reencontra mais luminosa do que antes. Sempre com a condição de que, enquanto você cuida dos seus camelos, não se esquecer de levantar os olhos para o céu.
Comentário da Comunità di Dumenza
Tradução do f. Paulo Domiciano, Curia Generalizia